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Archive for the ‘pessoas com deficiência’ Category

Um encontro inclusivo e com muitas informações para compartilharmos no dia 16 e 17 de Setembro de 2016:

I Encontro Nacional de Agenesia, Familiares e Pessoas com Deficiência.

Palestras e Propostas em Educação, Saúde, Esporte, Lazer, Política e Direitos da Pessoa com Deficiência com participação de pais, associados, profissionais (médico genetecista e em doenças raras, psicólogo, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, além da equipe do projeto de impressão 3D e doação de dispositivos de apoio protético e especialistas relacionadas à inclusão e acessibilidade da Pessoa com Deficiência.

Momento de integração com Fórum de Discussão e oficinas de recreação com crianças e voluntários.

Inscrição: http://goo.gl/NgIBj7

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Local: Auditório do Campus Garcez do Grupo Uninter, Curitiba, PR.
Dia 16 das 18:00 às 22:00 horas
Dia 17 das 08:00 às 17:30 horas.

Convite e Programação acessível para leitor de tela:

ASSOCIAÇÃO DAR A MÃO
Uma rede de apoio à diferença de membros superiores e inferiores
Convida, juntamente com seus parceiros, para o I Encontro Nacional de Agenesia, Familiares e Pessoas com Deficiência

Local: Rua Luiz Xavier, n0 103, Centro – Curitiba/PR
Auditório do Campus Garcez da UNINTER

DATA: 16 e 17 de Setembro de 2016

Inscrição aberta: http://goo.gl/NgIBj7
(*) Para os inscritos e credenciados durante o evento receberão os Certificados de participação (até 15 horas):
- pela UFPR – “Evento de Extensão/Formação Profissional”
- pela UNINTER – “Evento de Extensão de Inclusão e Saúde”.

PROGRAMAÇÃO:
16 de Setembro de 2016 Sexta-feira        
18:00 – 19:45 - Inscrição e credenciamento

- Lanche de boas vindas - Compartilhado (*)
(*) Solicitamos a todos para levarem um prato de salgado/doce, sucos, chás ou outras bebidas (menos alcóolicos) para realizarmos juntos uma confraternização / momento social.

19:45 – 21:55 - Abertura e palavras de bem-vindo aos participantes e convidados
- Composição da mesa: apresentação dos convidados de honra
- Hino Nacional
- Apresentação dos convidados especiais e dos apoiadores
- Palavras dos convidados
- “Parabéns” – Um ano da Associação Dar a Mão.

21:55 -22:00 Continuidade do evento no dia seguinte.

Dia 17 de Setembro de 2016  Sábado      
07:30 - 08:00 Inscrição e credenciamento

08:00 – 08:15 Tema: Apresentação da Associação Dar a Mão
Mesa: Geane Poteriko, Osni Adriano Ferreira e Nelson Rosa Júnior

08:15 – 08:30 Tema: Comissão de Acessibilidade Lions, SIANEE/UNINTER e Projeto Dar a Mão
Mesa: João Carlos Cascaes, Leomar Marchesini e Lucia Miyake

08:30 – 09:30 Tema: Associações, Instituições e Projetos multiplicadores por determinação e dedicação de Mães
Mesa: Noêmia Cavalheiro, Shirley Ordônio, Patricia Krebs Ferreira, Daiane Koch e Geane Poteriko  - Mediadora: Noêmia Cavalheiro

09:30 – 10:25 Tema: Doenças raras e genéticas: conceitos, pós diagnóstico, acompanhamento e conscientização com Dr. Rui Fernando Piloto - Mediadora: Daiane Koch

10:25 – 10:30 “Surpresa” do LIA – Lazer, Inclusão e Acessibilidade

10:30 – 10:40 Intervalo

10:40 – 11:25 Tema: Novo Marco Regulatório para o Terceiro Setor, em vigência a partir de 2016 com Dra. Rosângela Wolff Moro. Mediadores: João Carlos Cascaes e Leomar Marchesini

11:25 – 12:15 Tema: Motivação, Experiências e a realização profissional

Palestra-1: Transformando dor em luta com Dra. Fernanda Rigo Tolomei
Palestra-2: Saúde em todas as perspectivas com Prof. Dr. Paulo Bataglin Machado. Mediadora: Shirley Ordônio

12:15 – 13:45 Intervalo – Almoço

13:45 – 14:00 Inscrição e Credenciamento

14:00 – 14:45 Tema: Qualidade de vida e estimulação de crianças com agenesia de membros. Mesa: Dra. Regina Rigo Tolomei, Sra. Rosimeri Mangueiroski, Dra. Janaina Carvalho e Dra. Iris Miyake Okumura. Mediadora: Geane Poteriko

14:45 – 15:30 Tema: Os caminhos para os atendimentos e acessibilidade
Palestra-1: Procedimentos para o atendimento da pessoa com deficiência: Direitos, dever e encaminhamento, com Sra. Daiane Kock.
Palestra-2: Acessibilidade: um caminho para todos com Arquiteto Urbanista Ricardo Tempel Mesquita

15:30 – 15:40 Intervalo

15:40 – 16:50 Tema: Elaboração de dispositivos de apoio protético, mioelétrico e serviços de reabilitação
Mesa: Eng. Marcelo Botelho, Sra. Mariângela Fernandes Martins Gabriel, Dra. Paula Vincenzi Gaiolla e Dr. Paulo Gaiolla e Dra. Camila Miranda Almeida.
Mediador: Marcelo Botelho

16:50 – 17:40 Fórum de discussão A: Dispositivos de apoio e a equipe multidisciplinar: conquistas e desafios
Mesa: Eng.Marcelo Botelho, Dra.Valeska Cardeal Santana Lazoski e Eng.Gustavo Roos  - Mediadora: Profa.Lucia Miyake

17:40 – 18:25 Fórum de discussão B: Inclusão Escolar, encaminhamento profissional, empregabilidade e constituição familiar 
Mesa: Profa. Leomar Marchesini, Sra. Gracy Kelly da Silva, Prof. Paulo Ross
- Mediador: Prof. Dr. Paulo Ross

18:25 – 18:30  Palavras de Encerramento


Outras Atividades no Sábado:
09:00 – 18:30 Oficina de Recreação Infantil
10:25  “Surpresa” do LIA – Lazer, Inclusão e Acessibilidade

Coordenação Geral:  
Geane Aparecida Poteriko da Silva (Associação Dar a Mão)
Rosângela Barradas (Associação Dar a Mão)

Coordenação Técnica:          
Maria Lucia Miyake Okumura (NPOTA PPGEPS/PUCPR)
Paulo Ricardo Ross (SETOR EDUCAÇÃO/UFPR)
Leomar Marchesini Zuravski (SIANEE/UNINTER)
Rodrigo Berte (Escola Superior de Saúde Meio Ambiente Sustentabilidade e Humanidade/UNINTER)

Cerimonial: Leomar Marchesini Zuravski

Parceiros:
- Comissão de Acessibilidade Lions Clube Curitiba Batel
- GRUPO UNINTER
- UFPR – Setor Educação
- NPOTA - Núcleo de Pesquisa de Produtos Orientados para Tecnologia Assistiva PPGEPS/PUCPR

Apoio:
- AFAG Associação dos Familiares, Amigos e Portadores de Doenças Graves
- AIR LIQUIDE 
- Ambulatório da Síndrome de Down do HC/UFPR
- LIA Lazer, Inclusão e Acessibilidade
- E-NABLING THE FUTURE
- OBADIN Organização Brasileira de Apoio às Pessoas com Doenças Neuromusculares e Raras
- REVIVER Down
- SESA Secretaria de Estado da Saúde

Contato: associacaodaramao@gmail.com - (43) 9846-9220

 

 

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Percepção: Da Motivação para Estimulação

A importância de incentivar a criança explorar o ambiente que se encontra, fazendo parte de estimulação para o aprendizado vinda da própria vontade e curiosidade dela, são os momentos de motivação e crescimento pessoal. Assim, o brincar com os instrumentos lúdicos e o contato com a natureza trazem o aperfeiçoamento significante na percepção em todos os sentidos.

O filme “A cor do paraíso” mostra a história do menino Mohammad, cego, que mora numa escola iraniana para crianças com deficiência visual. Num fragmento do filme, mostra o Mohammad socorrer um filhote de passarinho. Neste cenário, estão alguns elementos de percepção, que são adquiridos no desenvolvimento da criança por meio de exploração no ambiente e o contato com a natureza, resultando na conquista de sua autonomia. O menino recorre aos sentidos da audição e tato. Pela audição, ele consegue localizar o filhote de passarinho entre as folhas caídas no chão, e a direção do gato aproximando, que o espanta jogando uma pedra. Outro cenário está do menino subindo a árvore para procurar o ninho do passarinho, e escolhe galhos seguros para poder apoiar. Nesta parte, encontra-se o uso do tato para subir na árvore e do sistema háptico para deixar o passarinho dentro do ninho e acariciá-lo. Assim, envolvem-se vários fatores constituindo o sistema háptico (textura, som das folhas/galhos/piar do filhote e da mãe, o bicar dos passarinhos, etc.), e também o sentido da sinestesia (mistura dos sentidos).

Dentro dos fatores humanos e as limitações da pessoa com necessidades específicas “traduzem as necessidades de apoio, os quais não podem ser vistas de forma generalizadas, sendo o produto orientado para moldar-se ou adaptar-se adequadamente para o uso do usuário, não concebendo a ordem inversa do ser humano se adaptar ao produto”  (Okumura&Canciglieri Jr. “Engenharia Simultânea e Desenvolvimento Integrado de produto inclusivo“, Deutschland/Niemcy: NEA-OmniScritum GmbH, 2014.)

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Aula de PCP para PcD

No dia 5/8/2013 foi a última aula do módulo de PCP (Planejamento e Controle da Produção) para uma turma muito especial, e também são funcionários de uma empresa da região. Esta turma é composta de 22 pessoas com deficiência (PcD). Estavam lá, pessoas com deficiência visual, deficiência auditiva, deficiência física e deficiência intelectual, que participaram do curso de qualificação oferecida pela empresa. Juntamente, estava presente em todas as aulas, uma intérprete de Libras, muito atenciosa, que me auxiliou para comunicar com os surdos.

No entanto, a minha surpresa foi que este pessoal é muito engajado e esforçado, em busca de melhorar a vida profissional, pois muitos deles frequentam outros cursos à noite, como de graduação ou ensino médio, e ainda têm outras atividades para complementar a renda familiar. 

Desenho do Delmar

Na despedida, recebi este desenho do aluno Delmar, que fica como lembrança e carinho da classe. (Descrição da imagem: o desenho feito a lápis numa folha de caderno. É um desenho de paisagem com flores, pato e seus filhotes no rio. Na parte superior, está escrito a frase “As belezas da natureza e os olhos de quem a admira são obras de ‘Deus'”, abaixo, está a assinatura do aluno e a data).

Enfim, a inclusão é isso, a integração de todos que favorece a todos.

Obrigada a todos, pela oportunidade, e, apesar de poucos dias, foi um grande prazer estar com vocês!!!

(*Okumura, M.L.M.) Aprendizado e experiência: para cada pessoa com deficiência apresenta uma característica diferente, mesmo categorizada no mesmo tipo, assim a visão distorce numa imensa complexidade para avaliar ou criar um método de pesquisa/ensino/trabalho. Mas, aproximando-se e explorando cada caso, percebo como é maravilhoso identificar as especificidades (detalhes), que estão inseridas em cada pessoa, e isto, tende a completar o constructos das avaliações e os métodos. Destarte, o contato e o relacionamento é o primeiro passo para elaborar o esboço informacional do projeto e… considerando as palavras do Miguel Arroyo, que “antes do ser aluno é com uma pessoa que estamos lhe dando” – Estarei melhor preparada para a próxima turma! (Jul 2013: mód.gestão industrial com 22 PcD DA/DF/DI/DV em uma única classe) Lumiy.

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Aprender com as diferenças: Invisibilidades

Marta Gil (*)

A “invisibilidade” na área da Deficiência já se tornou uma velha conhecida. 
As pessoas com deficiência a sentem na pele, nas mais diversas situações; os que estão perto delas ou trabalham na área têm muitas histórias dela para contar.
Para Harry Potter e seus amigos, a invisibilidade trazia vantagens e, portanto, era desejável: com a capa mágica, podiam se aventurar, descobrir segredos e identificar vilões. 
A capa os protegia, dava acesso a informações preciosas ou mesmo favorecia escapadelas.
Não é esse o caso das pessoas com deficiência. Porém, já que repetimos tantas vezes essa afirmação e até comprovamos sua ocorrência, vale a pena refletir sobre isso.
Mas, por que usar o plural? Porque acho que há dois tipos de invisibilidade.
A nossa velha conhecida é aquela que ignora as características das pessoas com deficiência, camuflando-as com frases como “Para mim, todos são iguais”; “O que me interessa são pessoas”; “Trato todos do mesmo jeito” ou variações parecidas. 
Essas frases, que aparentemente traduzem sentimentos louváveis, podem esconder um perigo, embora as intenções de quem fala sejam as melhores e as mais nobres possíveis.
Perigo? Como assim?
Ele reside na não consideração de características que fazem parte da natureza da pessoa com deficiência.
Se os traços diferenciais são “pasteurizados” em nome desta igualdade que não respeita a diversidade – ao contrário, passa um trator sobre ela – então essas características ficam, sim, “invisíveis”.
Resultado: escolas (e demais espaços sociais) não têm materiais em braile, em português simplificado ou com audiodescrição; surdos não têm intérpretes de Libras; rampas, elevadores, softwares, pisos podotáteis nem são contemplados em orçamentos, etc.
Como alerta Reinaldo Bulgarelli: 
As pessoas não são “alminhas vagando por aí”; têm corpos, características, desejos e necessidades, que formam sua identidade. 
Quando esta não é sequer considerada em nome de uma suposta “igualdade”, elas se tornam “invisíveis” porque algumas de suas características são solenemente ignoradas. 
Aí, a presença nos espaços sociais se torna difícil ou até mesmo inviável, para muitas. Isso explica porque nem sempre são vistas por nós.
Esse tipo de invisibilidade deve ser combatido, sempre. 
A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, que o Brasil ratificou com equivalência constitucional é o instrumento mais potente que dispomos para garantir a visibilidade. 
A Convenção traz um novo olhar, tendo como base os Direitos Humanos.
Um de seus pilares é a Acessibilidade, em todos os significados do termo. A ausência de acessibilidade configura discriminação – e discriminar é crime. Simples assim.
Ana Paula Crosara, que tinha uma deficiência física, costumava dizer que esperava o dia em que entrar e sair de um carro fosse algo corriqueiro, deixando de ser “um espetáculo”, que atraía olhares curiosos.
Esse outro tipo de “invisibilidade” é desejável, pois vem da naturalidade: indica que as condições para que as pessoas com deficiência possam participar da sociedade estão asseguradas. 
Assim, elas podem “aparecer” e todos podemos conviver com tranquilidade, segurança e respeito.
A “invisibilidade desejável” beneficia a todos, porque considera a diversidade funcional de cada um. 
Ela cria um círculo virtuoso: ao olhar de frente o diferente, a sociedade inventa alternativas e busca soluções; à medida que a acessibilidade aumenta, mais pessoas entram na roda e a diferença passa a ser percebida e celebrada como parte da riqueza da Vida.
Para termos direitos iguais, nossas diferenças precisam ser vistas, reconhecidas e aceitas.

(*) Marta Gil: Socióloga, consultora na área da Deficiência, coordenadora do Amankay Instituto de Estudos e Pesquisas, Fellow da Ashoka Empreendedores Sociais, colaboradora do SENAI-SP e do Planeta Educação.

Divulgação autorizada pela autora e publicada no Planeta Educação.
Disponível em: http://www.planetaeducacao.com.br/portal/artigo.asp?artigo=2285

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CIF Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde

        A Organização Mundial de Saúde (OMS ) classifica os estados de saúde principalmente no CID 10 (Classificação Internacional de Doenças – Décima Revisão), aplicado no laudo médico, e no CIF (Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde). Considera-se o CID e o CIF são classificações complementares para compor uma estrutura de informações mais aprofundadas do paciente/aluno/trabalhador. Neste aspecto, este post apresenta a definição e aplicação do CIF que retirei de OMS e Direcção-Geral da Saúde (2003) “Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde: Classificação Detalhada com definições – Todas as categorias com as suas definições, inclusões e exclusões”.  Também acrescento uma notação da Claudia Werneck (2002) do “Manual da Mídia Legal”, que posiciona a importância do contexto em relação a qualidade de vida e  pessoa com deficiência (PcD). 
       De certa forma,  a CIF é uma classificação que pode auxiliar como ferramenta de pesquisa para quantificar as interações gerais do paciente, ou, que seja  usuário/cliente/aluno, revelando a situação mais próxima para investigar e compreender a sua limitação, capacidade e habilidade, além do laudo médico apresentando a classificação de CID10, assim, dentro da perspectativa de atender as necessidades especiais, torna-se uma base para aprofundar nos “requisitos do usuário” para elaboração do Projeto Conceitual (Okumura, M.L.M, 2012).

A CIF engloba todos os aspectos da saúde humana e alguns componentes relevantes para a saúde relacionados com o bem-estar e descreve-os em termos de domínios de saúde e domínios relacionados com a saúde. Como exemplos de domínios da saúde incluem ver, ouvir, andar, aprender e recordar, enquanto que exemplos de domínios relacionados com a saúde incluem transporte, educação e interações sociais. A classificação é circunscrita ao amplo contexto da saúde e não cobre circunstâncias que não estão relacionadas com a saúde, tais como, as que resultam de factores sócio-econômicos. Por exemplo, algumas pessoas podem ter uma capacidade limitada de executar uma tarefa no ambiente em que vivem, por causa da raça, sexo, religião ou outras características sócio-econômicas, mas essas restrições de participação não estão relacionadas com a saúde no sentido que lhe é atribuído na CIF. Muitas pessoas consideram, erradamente, que a CIF se refere unicamente a pessoas com incapacidades; na verdade, ela aplica-se a todas as pessoas. A saúde e os estados relacionados com a saúde associados a qualquer condição de saúde podem ser descritos através da CIF. Por outras palavras, a CIF tem aplicação universal”.

Na definição da CIF envolvem-se os fatores:
– Funções corporais: funções fisiológicas dos sistemas do corpo, incluindo as funções psicológicas;
– Estruturas corporais:  partes anatômicas do corpo (órgãos, membros e componentes);
– Deficiências: função ou estrutura do corpo com alguma perda, limitação ou anormalidade;
– Atividade: tarefa ou ação executada por um indivíduo, que representa a perspectiva individual da funcionalidade;
– Participação: envolver em uma situação de vida, que representa a perspectiva social da funcionalidade;
– Limitações na atividade: alguma dificuldade apresentada para executar atividades;
– Restrições na participação: dificuldades apresentadas ao experimentar no envolvimento das situações de vida;
– Fatores pessoais: características particulares do indivíduo que não fazem parte do estado de saúde ou condição de saúde e têm forte influência. Por exemplo: gênero, idade, raça, preparo físico, estilo de vida, hábitos, estilo de enfrentamento, origem social, nível de instrução, profissão, padrão geral de comportamento e outras características;
– Fatores ambientais: contexto de transformar o ambiente físico, social e de atitude onde  convive e conduze outras pessoas. Estes são fatores externos ao indivíduo que podem ter alguma influência significativa, seja favorecedor ou não.

Conforme a OMS, “duas pessoas com a mesma doença podem ter níveis diferentes de funcionamento, e duas pessoas com o mesmo nível de funcionamento não têm necessariamente a mesma condição de saúde. Assim, a utilização conjunta aumenta a qualidade dos dados para fins clínicos. A utilização da CIF não deve substituir os procedimentos normais de diagnóstico. Em outros contextos, a CIF pode ser utilizada sozinha”.
 “A CIF é uma classificação da funcionalidade e da incapacidade do homem. Ela agrupa, de maneira sistemática, os domínios da saúde e os domínios relacionados com a saúde. Dentro de cada componente, os domínios são agrupados de acordo com as suas características comuns (tais como, origem, tipo ou semelhança) e ordenados segundo essas características”. 

Aplicação da CIF:
Ferramenta estatística – na colheita e registo de dados (e.g. em estudos da população e inquéritos na população ou em sistemas de informação para a gestão);
Ferramenta na investigação – para medir resultados, a qualidade de vida ou os factores ambientais;
Ferramenta clínica – avaliar necessidades, compatibilizar os tratamentos com as condições específicas, avaliar as aptidões profissionais, a reabilitação e os resultados;
Ferramenta de política social – no planeamento de sistemas de segurança social, de sistemas de compensação e nos projetos e no desenvolvimento de políticas;
Ferramenta pedagógica – na elaboração de programas educacionais, para aumentar a consciencialização e realizar ações sociais.

Em relação à PcD, na anotação de Claudia Werneck (2002) menciona que:
A qualidade de vida das pessoas com deficiência está diretamente ligada à inclusividade dos ambientes familiar, social ou profissional. É com esta visão que está para ser implementada em todo o mundo a CIF. Antes, a situação de uma pessoa em processo de reabilitação era avaliada ou pelo Código Internacional de Doenças (CID), que apontava apenas o lado da doença ou da sequela, ou pela Classificação Internacional de Impedimentos, Deficiências e Incapacidades, da OMS (1980), que não levava em consideração a forma como o indivíduo se relacionava com o ambiente. Surge, com o CIF, uma avaliação inspirada na funcionalidade das pessoas com deficiência que servirá de base para novas políticas públicas. Ao contrário das classificações anteriores, esta foi feita com a participação das próprias pessoas com deficiência e não apenas de profissionais de saúde“.

Reflexões:

Dom da vida: Cada um de nós compõe a sua história, e cada ser em si carrega o dom de ser capaz, e ser feliz (Almir Sater e Renato Teicheira).

Diversidade de dons: “Há diferentes habilidades para realizar o trabalho, mas é o mesmo Deus quem dá a cada um a habilidade para fazê-lo. […] É um só e o mesmo Espírito quem faz tudo isso. Ele dá um dom diferente para cada pessoa, conforme Ele quer”. (1Cor 12.4-11)

Habilidade: A habilidade é de pouca importância, sem a oportunidade. (Napoleão Bonaparte)

Referências:
Claudia Werneck (2002), Manual da Mídia Legal. Disponível em: http://store-escoladegente.locasite.com.br/loja/pdf/mml1.pdf

OKUMURA, M.L.M. (2012). A engenharia simultânea aplicada no desenvolvimento de produtos inclusivos: uma proposta de framework conceitual. Dissertação de mestrado em Engenharia de Produção e Sistemas, professor orientador Osiris Canciglieri Junior, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná.

OKUMURA, M.L.M.; CANCIGLIERI JUNIOR. (2014). Engenharia Simultânea e Desenvolvimento Integrado de Produto Inclusivo: Processo de Desenvolvimento Integrado de Produtos orientados para Tecnologia Assistiva – proposta de Framework Conceitual. Saarbrücken, (Germany): OmniScriptum GmbH & Co. KG (NEA).

OMS e Direcção-Geral da Saúde (2003), Classificação do CIF. Disponível em: http://arquivo.ese.ips.pt/ese/cursos/edespecial/CIFIS.pdf

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Um “Retrato” do grupo PDE para o Prof. Paulo Ross

-> Seria de mau grado/ofensa entregar uma foto à pessoa cega, isso se …

 Conheci um grupo do PDE da UFPR maravilhoso e muito engajado na área de Educação Especial.
 Este grupo é formado por profissionais como pedagogos, psicólogos, terapeutas e outros que atuam nas escolas e instituições atendendo os alunos com deficiência (PcD). Sendo assim, eu me encontrava na sala que estavam reunidos os professores especialistas em DA, DV, DF, DI, TDAH, …
Assisti algumas aulas de estudos teóricos e palestras promovidas no curso por alguns profissionais convidados. Foi muito proveitoso e construtivo, pois havia muita troca de informações e envolvia certa sinergia na sala que os discursos abertos fluíam nos diversos temas abordados, onde os participantes contaram as suas expectativas e experiências de suas atividades. Foram discutidas questões de materiais de apoio, comportamento, aprendizagem, acessibilidade, políticas educacionais, esportes de paraatleta, artes e vários assuntos relacionados à PcD.
 No entanto, o que me surpreendeu foi na aula prática com relação ao tema “A Interdisciplinaridade para elaboração de projetos inclusivos”, onde resultou um retrato inclusivo do grupo como lembrança para o prof. Paulo Ross, o coordenador do curso. Na verdade, no dia anterior, os participantes do grupo estavam perguntando sobre o que dar/fazer de lembrança ao professor, até que se juntou o útil e agradável, surgindo a ideia de fazer um retrato do grupo. Desta forma, explano um pouco sobre a interdisciplinaridade no projeto, o método e a aplicação que constituiu o objeto “retrato” para PcD visual total, o qual, entre sorrisos e emoção, gerou um trabalho de equipe muito unida e cheia de competência.Retrato Pross-PDE UFPR

Interdisciplinaridade no Projeto Inclusivo:
 A elaboração de um projeto é uma atividade orientada para o atendimento da necessidade humana, principalmente daquelas que podem ser satisfeitas por fatores tecnológicos de nossa cultura, abarcando-se os fatores técnicos, humanos, econômicos, sociais e políticos (Back, 1983). Tratando-se de Projeto inclusivo (Okumura,2010), isto concerne em atender a maioria do usuário, ou seja, compreendem nas relações entre o usuário e o projeto os níveis a seguir:

  • Indivíduo: de atender as necessidades fisiológicas (antropométricas e sensoriais), a melhor forma de utilizar, de fácil aprendizado, eficiência no uso (usabilidade/desenho universal);
  • No grupo: proporcionar uma boa comunicação e ação entre os integrantes;
  • Na organização/comunidade: abranger os objetivos sociais e culturais; leva-se em conta as questões de riscos e segurança;
  • No planeta/sustentabilidade: elaborar um projeto que não agrida o meio ambiente, de fácil reciclagem, com comprometimento no âmbito social, econômico e ambiental (Okumura,2010)

Prática: Elaboração do Túnel do Tempo e Retrato Inclusivo

  • Na fase de planejamento (Iida, 2005) decidiu-se a elaboração do retrato, onde foram levantadas as características do usuário e suas habilidades. Assim, foram relacionados os predicados do prof. Paulo quanto a sua pessoa, na atuação profissional, tipos de ferramenta que ele usa como apoio, etc. Para isso foi aplicado o “Brainstorming”, onde o grupo fez chover as ideias.
  • No Projeto Informacional foi aplicado a “análise de funções do produto”, cuja fase foi abordada as funções e os conceitos do retrato quanto o significado do retrato, o que o retrato faz/traz quando é visto pela pessoa, o que representa, porque as pessoas gostam de tirar fotos, etc. Neste aspecto, foi visto também como o prof. Paulo poderia recepcionar/sentir as funções que o retrato oferece com autonomia, ou seja, sem a necessidade de transcrever o retrato para ele. Com isso, gerou-se o suporte para o projeto conceitual.
  • Para iniciar o Projeto Conceitual foram colocadas as seguintes perguntas ao grupo (Canciglieri Junior, 2010): “qual é a imagem ou mensagem que você gostaria de transmitir?”, “como você gostaria de ser lembrado (a) no retrato do grupo?”, “qual o fato marcante que faria o Prof. Paulo lembrar de você?” e assim por diante. Desta vez, as ideias foram expressas em frases com nomes dos autores e relacionadas no quadro, onde gerou o “túnel do tempo” do grupo, perfazendo as lembranças da época e do local de forma flash. Este momento, também havia de certa forma, provocado e estimulado o interior de cada participante, motivando-os em seguida para elaboração da fala  individual.
  • Na fase do Projeto Detalhe foram finalizadas as especificações e escolhidos os programas de software e o equipamento de gravação.

Produção:

  • Cada pessoa do grupo elaborou suas falas que foram gravadas no micro ou no aparelho celular;
  • Os programas software utilizados foram: NVDA para fazer a introdução e o túnel do tempo, e o Audacity para recortar, normalizar o som e ajuntar as gravações. Ambos, os programas, são gratuitos e estão disponíveis no servidor da universidade.
  • Foram escolhidas três músicas para o fundo e fotos do Prof.Paulo e do grupo.
  • A montagem foi através do programa Office Power Point da Microsoft e gravado no formato de vídeo.

O resultado ficou, além de uma simples lembrança, cheio de emoção e muita VIDA. No entanto, coloca-se a relevância que só foi possível realizar este trabalho pela integração, cooperação e atuação maravilhosa dos professores e professoras que mostraram o domínio do conhecimento e experiência na área de educação especial.
  ** Parabéns à todos e obrigada por me proporcionar momentos agradáveis e poder participar desta experiência inclusiva!!!
** Obrigada Prof. Paulo, seu comentário de incentivo ao grupo participante neste post, também complementa e completa este espaço: https://lumiy.wordpress.com/2011/07/15/um-retrato-inclusivo/#comments
*** A lembrança foi entregue ao Prof. Paulo gravado no pendrive e está disponível no site: http://www.youtube.com/watch?v=2sC1ivUWTyg

Referências:
Back, N. Metodologia de Projeto de Produtos Industriais. RJ:Guanabara Dois,1983.
Canciglieri Junior, O. Aula de Orientação – Puc-PR/PPGEPS. Curitiba, 2009~2011.
Iida, H. Ergonomia – Projeto e Produção. SP:Edgard Blücher, 2005.
Okumura, M.L.M. A Engenharia Simultânea aplicada ao processo de desenvolvimento de produtos especiais. Curitiba: Puc-PR/PPGEPS, 2010/2011.
Okumura, M.L.M. The Environment Social and Economical Sustainability to support the process product development:case stydy of visually impairdes. Curitiba: Puc-PR/PPGEPS, 2010/2011.

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Como interagir ou comportar diante da pessoa com deficiência visual?

Diante da pessoa com deficiência visual, podemos interagir ou prestar algum auxílio desde que ela conceda ou permita. Para isso, retirei fragmentos do artigo “Comportamento inclusivos diante de pessoas com deficiência” de Romeu Sassaki (2005), os quais, complemento com algumas sugestões ao interagir com a pessoa cega, pessoa com baixa visão e pessoa surdocega. ** Os complementos, na maioria, foram contribuições de amigos e colegas que enviaram como sugestões ou decorrente de alguma situação, e assim, os itens da lista foram gradativamente aumentando (Okumura, M.L.M.).

 1. Diante da Pessoa cega

a) Se andar com uma pessoa cega, deixe que ela segure o seu braço ou ombro. Não a empurre; pelo movimento de seu corpo, ela saberá o que fazer. É interessante estar um passo a frente dela, assim quando for subir ou descer a escada, ela perceberá e acompanhará o seu movimento. Ou, se encontrar uma possa de água ou um buraco no caminho e necessita de dar um passo maior, dê uma leve parada e em seguida o passo estendido. Se for necessário, comunique dos obstáculos que está a sua frente.

b) Em lugares estreitos para duas pessoas caminharem, conduza o seu braço levemente/naturalmente para trás de modo que a pessoa cega possa seguir, ficando atrás de você. Em caso de locais como teatro/auditório que têm assentos enfileirados,  mova levemente o seu corpo, e avise que andará de lado.

c) Se estiver com ela durante a refeição, pergunte-lhe se quer auxílio para cortar a carne, o frango ou para adoçar o café, e explique-lhe a posição dos alimentos no prato.

d) Num restaurante, é de boa educação que você leia o cardápio e os preços, se a pessoa cega assim o desejar.

e) Se for auxiliar a pessoa cega a atravessar a rua, pergunte-lhe antes se ela necessita de ajuda e, em caso positivo, atravesse-a em linha reta, senão ela poderá perder a orientação.

f) Se ela estiver sozinha, identifique-se sempre ao aproximar-se dela. Nunca empregue brincadeirinhas como: “Adivinha quem é?”.

g) Se for orientá-la a sentar-se, coloque a mão da pessoa cega sobre o braço ou encosto da cadeira, e ela será capaz de sentar-se facilmente.

h) Se observar aspectos inadequados quanto à aparência da pessoa cega (meias trocadas, roupas pelo avesso, zíper aberto, sujeira etc.), não tenha receio de avisá-la discretamente a respeito de sua roupa.

i) Se conviver com uma pessoa cega, nunca deixe uma porta entreaberta. As portas devem estar totalmente abertas ou completamente fechadas. Conserve os corredores livres de obstáculos. Avise-a se a mobília for mudada de lugar.

j) Se você trabalha, estuda ou está em contato social com uma pessoa cega, não a exclua nem minimize a participação dela em eventos ou reuniões. Deixe que a pessoa cega decida sobre tal participação. Trate-a com o mesmo respeito que você demonstra ao tratar uma pessoa que enxerga.

k) Se for orientá-la, dê direções do modo mais claro possível. Diga “direita”, “esquerda”,“acima”, “abaixo”, “para frente” ou “para trás”, de acordo com o caminho que ela necessite percorrer. Nunca use termos como “ali”, “lá”.

l) Indique as distâncias em metros. Por exemplo: “Uns 10 metros para frente”.

m) Se for a um lugar desconhecido,oriente a pessoa cega, diga-lhe, muito discretamente, onde as coisas estão distribuídas no ambiente, os degraus, meios-fios etc.

n) Se vocês estiverem numa festa, diga à pessoa cega quais as pessoas presentes e veja se ela encontra pessoas para conversar, de modo que se divirta tanto quanto você.

o) Se for apresentá-la a alguém, faça com que ela fique de frente para a pessoa a quem você está apresentando, impedindo que a pessoa cega estenda a mão, por exemplo, para o lado contrário em que se encontra a outra pessoa.

p) Se conversar com uma pessoa cega, fale sempre diretamente, e nunca por intermédio de seu companheiro. A pessoa cega pode ouvir tão bem ou melhor que você. Não evite as palavras “veja”, “olhe” e “cego”; use-as sem receio. As pessoas cegas também as usam.

q) Quando se afastar da pessoa cega, avise-a, para que ela não fique falando sozinha.

r) A pessoa cega não vive num mundo escuro e sombrio. Ela percebe os ambientes e adquire informações através do tato, da audição e do olfato. Ela pode ler e escrever por meio do braille ou digital (computador). Logo,  poderá manter em contato por meio de celular, e-mail, skype, msm, messenger etc. 

s) O computador também é um bom aliado, possibilitando à pessoa cega escrever e conferir os textos, ler jornais e revistas, via internet ou livro digitalizado, usando programas específicos (NVDA, DosVox, Virtual Vision, Jaws, por exemplo).

t) Com a bengala ou com o cão-guia, a pessoa cega pode caminhar com autonomia, identificando ou desviando-se de degraus, buracos, meio-fio, raízes de árvores, orelhão, postes, objetos protuberantes nos quais ela possa bater a cabeça etc. O cão-guia nunca deverá ser distraído do seu dever de guiar a pessoa cega.

u) Ao planejar eventos: procure não colocar vasos, cartazes etc  no meio do caminho, providencie material em braille e compreenda que nem todas as pessoas cegas tem habilidade de ler Braille, principalmente àqueles que perderam a visão na idade adulta e/ou idosos. 

2. Pessoa com baixa visão

a) Ao se tratar de pessoa com baixa visão, proceda quase das mesmas formas acima indicadas.

b) Ao planejar eventos, providencie material impresso com letras ampliadas e escuras. Procure não utilizar figuras cheia de detalhes pequenas e coloridas.

3. Pessoa surdocega

Em geral, a pessoa com surdocegueira está acompanhada de um guia-intérprete, que utiliza diversos recursos de comunicação como, por exemplo, a libras tátil (libras na palma das mãos) ou o tadoma (pessoa surdocega coloca a mão no rosto do guia-intérprete, com o polegar tocando suavemente o lábio inferior e os outros dedos pressionando levemente as  dobras vocais). Assim, pela vibração das dobras vocais, ela consegue entender o que a outra pessoa está falando. Há pessoas surdocegas que apenas não ouvem, mas falam; portanto, ela pode “ouvir” pelo tadoma e falar com a própria voz. Quando entrar numa conversa com uma pessoa surdocega, que utiliza o tadoma, deixe que ela faça o mesmo com você.

Um relato de ajuda ao casal de cegos que transforma em exercício: https://lumiy.wordpress.com/about/relatos/miau-musculacao-de-cego/

“Com o teu sorriso, o teu amor, o teu abraço, a tua vida. Com o teu carinho e o teu jeito especial de ser, me iluminas com uma luz que nem a mais brilhante estrela possui, porque me mostras e me ensinas o lado belo da vida. Não preciso ver-te, pois sinto a tua alma, capto coisas que não podem ser vistas, apenas sentidas. Não vejo a tua beleza exterior, que é efêmera, mas sinto a tua beleza interior, que é eterna …” (Poema escrito pela Isaura Gisele, estudante gaucha e cega, atribuído à escritora de livros acessíveis, Gisele Pecchio Dias, na Revista Educação).

“Em lugar de comunicar-se, o educador faz “comunicados” e depósitos que os educandos, meras incidências, recebem pacientemente, memorizam e repetem. Eis aí a concepção “bancária” da educação, em que a única margem de ação que se oferece aos educandos é de receberem os depósitos, guardá-los e arquivá-los. Margem para serem colecionadores ou fichadores das coisas que arquivam. No fundo, porém, os grandes arquivados são os homens, nesta (na melhor das hipóteses) equivocada concepção “bancária” da educação. Arquivados, porque, fora da busca, fora da práxis, os homens não podem ser. Educador e educandos se arquivam na medida em que, nesta distorcida visão da educação, não há criatividade, não há transformação, não há saber. Só existe saber na invenção, na reinvenção, na busca inquieta, impaciente, permanente, que os homens fazem no mundo, com o mundo e com os outros” (Paulo Freire). 

 

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