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Engenharia Biomecânica para Viver Sem Limites
Uberlândia – MG nos dias 05 a 08 de Maio de 2015

Estaremos no evento para apresentar um Sistema Eletrônico para treinamento de esporte para paratletas com deficiência visual. A pesquisa será apresentada pelo Altemir Trapp, técnico da Paraolimpíada de Goaball e membro da nossa equipe de Produtos orientado para Tecnologia Assistiva – POTA/PPGEPS-PUCPR.

Um especial agradecimento ao prof. Cleudmar Amaral Araújo, presidente do ENEBI 2015, e também parabenizamos pelo evento.

Mais informações no site: http://www.enebi.com.br/

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O dom aflorado é um talento encontrado

A deficiência desaparece no talento, na habilidade quando se encontra com o dom da pessoa. O vídeo mostra a apresentação do Nobuyuki Tsujii, pianista cego, que toca “La Campanella”de Franz Liszt, com total perfeição.

Nobuyuki Tsujii, cego de nascença e com o dom na música. O seu talento é revelado aos dois anos ao tocar no seu piano de brinquedo a melodia que ouvia a sua mãe cantar.  Ingressou no estudo de piano aos quatro anos, e aos sete anos (1995) ganhou o primeiro prêmio ao participar do concurso “All Japan Music” de estudantes com deficiência visual da Associação Helen Keller de Tokyo. Aos dez anos (1998), Nobuyuki estreou na orquestra de Osaka, e em 2009 ele participa da competição “the 13th Van Cliburn International Piano Competition” nos Estados Unidos, Texas, ficando em primeiro lugar. Em outubro de 2005, participou do 15ª Concurso Internacional de Piano Frederik Chopin, realizado na Polônia, em Varsóvia, chegando à semifinal e recebeu o Prêmio Crítico. Além de tocar o piano, Nobuyuki é compositor, e aos 12 anos apresentou “Street Corner of Vienna” de sua autoria. Mas informações encontra-se no site http://www.nobupiano1988.com/.

“Se é o dom de servir, então devemos servir; se é o de ensinar, então ensinemos; se é o dom de animar os outros, então animemos. Quem reparte com os outros o que tem, que faça isso com generosidade”. Rm 12:7-8. “Sejam bons administradores dos diferentes dons que receberam de Deus. Que cada um use o seu próprio dom para o bem dos outros!”. 1Pe 4:10.

APAE: 60 anos

APAE, parabéns!

Seminário Estadual sobre Saúde e PcD – Novos Caminhos

Realização: CVIRM – CENTRO DE VIDA INDEPENDENTE DA REGIÃO METROPOLITANA DE CURITIBA

Local: Hotel Nacional Inn – Rua Lourenço Pinto, 458 – Curitiba, PR.

Apoio:
AFAG- Associação dos Familiares, Amigos e Pessoas com Doenças Graves
SIANEE – Serviço de Inclusão e Atendimento aos Alunos com Necessidades Educacionais Especiais do Centro Universitário UNINTER

Patrocínio: SESA – Secretaria de Estado da Saúde – Governo do Paraná.

Resultados do Seminário: Participação de 40 municípios do Paraná.

http://bronca-blogdobronca.blogspot.com.br/2014/09/seminario-reune-40-municcipios-em.html?spref=fb

Percepção: Da Motivação para Estimulação

A importância de incentivar a criança explorar o ambiente que se encontra, fazendo parte de estimulação para o aprendizado vinda da própria vontade e curiosidade dela, são os momentos de motivação e crescimento pessoal. Assim, o brincar com os instrumentos lúdicos e o contato com a natureza trazem o aperfeiçoamento significante na percepção em todos os sentidos.

O filme “A cor do paraíso” mostra a história do menino Mohammad, cego, que mora numa escola iraniana para crianças com deficiência visual. Num fragmento do filme, mostra o Mohammad socorrer um filhote de passarinho. Neste cenário, estão alguns elementos de percepção, que são adquiridos no desenvolvimento da criança por meio de exploração no ambiente e o contato com a natureza, resultando na conquista de sua autonomia. O menino recorre aos sentidos da audição e tato. Pela audição, ele consegue localizar o filhote de passarinho entre as folhas caídas no chão, e a direção do gato aproximando, que o espanta jogando uma pedra. Outro cenário está do menino subindo a árvore para procurar o ninho do passarinho, e escolhe galhos seguros para poder apoiar. Nesta parte, encontra-se o uso do tato para subir na árvore e do sistema háptico para deixar o passarinho dentro do ninho e acariciá-lo. Assim, envolvem-se vários fatores constituindo o sistema háptico (textura, som das folhas/galhos/piar do filhote e da mãe, o bicar dos passarinhos, etc.), e também o sentido da sinestesia (mistura dos sentidos).

Dentro dos fatores humanos e as limitações da pessoa com necessidades específicas “traduzem as necessidades de apoio, os quais não podem ser vistas de forma generalizadas, sendo o produto orientado para moldar-se ou adaptar-se adequadamente para o uso do usuário, não concebendo a ordem inversa do ser humano se adaptar ao produto”  (Okumura&Canciglieri Jr. “Engenharia Simultânea e Desenvolvimento Integrado de produto inclusivo“, Deutschland/Niemcy: NEA-OmniScritum GmbH, 2014.)

Tecnologia Assistiva na Engenharia: desenvolvimento de dispositivos de apoio para pessoas com necessidades específicas

No dia 28 de Julho de 2014 foi publicado o nosso livro “Engenharia Simultânea e Desenvolvimento de Produto Inclusivo” pela editora NEA – OmniScriptum da cidade de Saarbrücken na Alemanha. Os autores são Maria Lucia Miyake Okumura, M.Eng. e Osiris Canciglieri Junior, Ph.D. 

Resumo: Este livro aborda as especificidades das pessoas com limitação/deficiência física ou sensorial para delinear um projeto no Processo de Desenvolvimento Integrado de Produto e no ambiente da Engenharia Simultânea orientado para Tecnologia Assistiva. Assim, envolvem-se ferramentas e métodos como DFMA, Design Universal, Ergonomia, Usabilidade entre outros, cujos atributos estão intrínsecos no apoio ao usuário para realização de atividades, visando principalmente a sua autonomia e desenvolvimento, e contribuindo no plano da acessibilidade e inclusão social. A validação da proposta conceitual foi empregada nos estudos de casos múltiplos, compreendendo projetos de produtos inclusivos classificados quanto ao tipo de uso: personalizado (prótese craniana); individualizado (uso do QR-Code/ aparelho celular na acessibilidade); em grupo (esporte aquático); e em grupo na diversidade (ensino da disciplina de Física).

Mais informações na:

Amazon.com.br: http://www.amazon.com.br/Engenharia-Simultanea-Desenvolvimento-Integrado-Inclusivo/dp/3639684494/ref=sr_1_1?s=books&ie=UTF8&qid=1447717178&sr=1-1

Amazon.com:  http://www.amazon.com/dp/3639684494/ref=cm_sw_su_dp

Morebooks: http://www.morebooks.de/store/gb/book/engenharia-simult%C3%A2nea-e-desenvolvimento-integrado-de-produto-inclusivo/isbn/978-3-639-68449-0

 Alzheimer e família

Uma das visões conturbadoras vem dos casos de demência. Assim, quero abordar alguns aspectos desta patologia neste post, o qual Dr. Norton Sayeg argumenta que a demência leva “os indivíduos a terem dificuldade em identificar cores suaves e suas tonalidades” no texto sobre a visão na Comunicação e Alzheimer, cujo contexto recomendo-o para leitura.

O resultado do diagnóstico é importante para buscar a solução ou amenizar a situação de demência.
Segundo Dr. Ricardo Nitrini , “a demência é uma síndrome resultante do declínio progressivo da capacidade intelectual do indivíduo. Caracteriza-se pela perda da capacidade de memorizar, de resolver os problemas do dia a dia, o que interfere em seus relacionamentos e atividades sociais e profissionais” (in. http://drauziovarella.com.br/envelhecimento/demencias/).

Dr. Forlenza esclarece que “o indivíduo torna-se progressivamente incapaz de desempenhar atividades da vida diária (trabalho, lazer, vida social) e de cuidar de si mesmo (cuidar do próprio asseio pessoal, vestir-se, alimentar-se), passando a depender de um cuidador. Na doença avançada, observa-se a tríade afasia, apraxia e agnosia, caracterizada pela perda significativa da linguagem, da capacidade de desempenhar tarefas e de nomear pessoas e objetos. Alterações psíquicas e comportamentais, tais como psicose, alterações do humor e do sono, agitação psicomotora e agressividade, estão presentes em até 75% dos casos“.

 O estado de demência poderá ser decorrente de envelhecimento natural como  “demência senil” ou “demência vascular”, ou ainda, conforme o diagnóstico médico ou psicológico constatando o mal de  Alzheimer, corpos de Lewy, carência de vitaminas, descontrole hormonal, estress, ou mesmo casos de DST (como sífilis). Portanto, o diagnóstico precoce é importante, pois podem indicar casos de demência temporária. No entanto, no mal de Alzheimer, nem sempre percebe-se precocemente os sintomas iniciais, e as alterações das funções cognitivas são semelhantes ao processo natural de envelhecimento. Assim, segue abaixo um quadro constando sinais de alerta para patologia de Alzheimer e processo normal de envelhecimento, conforme o site de Alzheimerportugal (in. http://alzheimerportugal.org/pt/doenca-de-alzheimer):

Sinais de alerta

O que é normal no envelhecimento

-Esquecer-se de parte ou da totalidade de um acontecimento -Ter uma vaga lembrança de um acontecimento
-Progressivamente perder a capacidade de seguir indicações verbais ou escritas -Manter a capacidade de seguir indicações verbais ou escritas
-Progressivamente perder a capacidade de acompanhar a história de uma novela ou filme -Manter a capacidade de acompanhar a história de uma novela ou filme
-Esquecer-se progressivamente de informação que conhecia, como dados históricos ou político -Esquecer-se de nomes ou palavras, mas recordá-los posteriormente
-Perder progressivamente a capacidade de, autonomamente, se lavar, vestir ou alimentar -Manter a capacidade de se lavar, vestir, alimentar, apesar das dificuldades impostas pelas limitações físicas
-Progressivamente perder a capacidade de tomar decisões -Tomar uma decisão errada pontualmente
-Progressivamente perder a capacidade de gerir o seu orçamento -Cometer erros ocasionais, por exemplo a passar um cheque.
-Não saber em que data ou estação do ano está -Ficar confuso sobre o dia da semana em que se encontra, mas lembrar-se mais tarde
-Ter dificuldades em manter uma conversa, não conseguindo manter o raciocínio ou lembrar-se das palavras -Esquecer-se, às vezes, de qual a melhor palavra a usar
-Esquecer-se do local onde guardou um objeto e não ser capaz de fazer o processo mental retroativo para se lembrar -Perder alguma coisa de vez em quando, mas conseguir encontrá-la através do seu raciocínio lógico

 

Existem muitas pesquisas, mas a cura efetiva para mal de Alzheimer não existe ainda. Em alguns casos de diagnóstico precoce são receitados inibidores das colinesterases (I-ChE) para retardar os sintomas. Mas com o passar do tempo, deixa de surtir efeitos ou podem aparecer reações adversas, como complicações hepáticas. (* na Batyan foi ministrado o donepezil com acompanhamento do  médico geral e um neuropsiquiátrico).

Conforme os depoimentos encontrados em artigos e redes sociais, a degeneração total das diversas funções cognitivas da pessoa com o mal de Azheimer é progressiva e irreversível, e a melhor  forma de dar com isso depende da união dos familiares, de ter muita paciência para dar a  atenção e o apoio necessário, mesmo que este ato seja apagado em questões de minutos. Porém, o fato de ver um sorriso, ou da pessoa lembrar de alguma situação, ou reconhecer alguém da família, são pequenos momentos de alegrias, pois confirma que ainda existe alguma memória na pessoa.

Referências:
Norton Sayeg. Comunicação e Alzheimer, órgão do sentido: visão. Disponível em: <http://www.alzheimermed.com.br/convivendo-com-o-paciente/comunicacao-e-alzheimer&gt;. Acessado em 29 jun. 2014.
Forlenza, O.V. Tratamento farmacológico da doença de Alzheimer. Revista de Psiquiatria Clínica, v.32, n.3. Disponível em: <http://www.hcnet.usp.br/ipq/revista/vol32/n3/137.html&gt;. Acessado em 29 jun. 2014.
Drauzio Varella. Demência: entrevista com Ricardo Nitrini. Disponível em demencias>. Acessado em 29 jun. 2014
Alzheimer Portugal. Disponível em . Acessado em 29 jun. 2014.

Reflexão-1:

“Ouça, meu filho, a instrução de seu pai e não despreze o ensino de sua mãe. Eles serão um enfeite para a sua cabeça, um adorno para o seu pescoço”. Provérbios 1:8-9

Reflexão-2:  Carta para o Filho

O dia em que este velho já não for o mesmo, tenha paciência e me compreenda.
– Quando eu derramar comida sobre minha camisa e esquecer como amarrar meus sapatos, tenha paciência comigo e se lembre das horas que passei te ensinando a fazer as mesmas coisas.
– Se quando conversa comigo, repito e repito as mesmas palavras e sabes de sobra como termina, não me interrompas e me escute. Quando era pequeno, para que dormisse, tive que contar-lhe milhares de vezes a mesma estória até que fechasse os olhinhos.
 – Quando estivermos reunidos e, sem querer, fizer minhas necessidades, não fique com vergonha e compreenda que não tenho a culpo disto, pois já não as posso controlar. Pensa quantas vezes quando menino te ajudei e estive pacientemente a seu lado esperando que terminasse o que estava fazendo.
 – Não me reproves porque não queira tomar banho; não me chames a atenção por isto. Lembre-se dos momentos que te persegui e os mil pretextos que tive que inventar para tornar mais agradável o seu banho.
 – Quando me vejas inútil e ignorante na frente de todas as coisas tecnológicas que já não poderei entender, te suplico que me dê todo o tempo que seja necessário para não me machucar com o seu sorriso sarcástico.
Lembre-se que fui eu quem te ensinou tantas coisas.
Comer, se vestir e como enfrentar a vida tão bem com o faz, são produto de meu esforço e perseverança.
 – Quando em algum momento, enquanto conversamos, eu chegue a me esquecer do que estávamos falando, me dê todo o tempo que seja necessário até que eu me lembre, e se não posso fazê-lo não fique impaciente; talvez não fosse importante o que falava e a única coisa que queria era estar contigo e que me escutasse nesse momento.
 – Se alguma vez já não quero comer, não insistas. Sei quando posso e quando não devo.
 – Também compreenda que, com o tempo, já não tenho dentes para morder, nem gosto para sentir.
 – Quando minhas pernas falharem por estarem cansadas para andar, dá-me sua mão terna para me apoiar, como eu o fiz quando começou a caminhar com suas fracas perninhas.
 – Por último, quando algum dia me ouvir dizer que já não quero viver e só quero morrer, não te enfades. Algum dia entenderás que isto não tem a ver com seu carinho ou o quanto te amei.
Trate de compreender que já não vivo, senão que sobrevivo, e isto não é viver.
Sempre quis o melhor para você e preparei os caminhos que deve percorrer.
Então pense que com este passo que me adianto a dar, estarei construindo para você outra rota em outro tempo, porém sempre contigo.
Não se sinta triste, enojado ou impotente por me ver assim. Dá-me seu coração, compreenda-me e me apóie como o fiz quando começaste a viver.
Da mesma maneira que te acompanhei em seu caminho, te peço que me acompanhe para terminar o meu.
Dê-me amor e paciência, que te devolverei gratidão e sorrisos com o imenso amor que tenho por você.
Atenciosamente,
Papai e Mamãe
(*) À memória e lembrança de todos os pais do mundo
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