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Seminário Estadual sobre Saúde e PcD – Novos Caminhos

Realização: CVIRM – CENTRO DE VIDA INDEPENDENTE DA REGIÃO METROPOLITANA DE CURITIBA

Local: Hotel Nacional Inn – Rua Lourenço Pinto, 458 – Curitiba, PR.

Apoio:
AFAG- Associação dos Familiares, Amigos e Pessoas com Doenças Graves
SIANEE – Serviço de Inclusão e Atendimento aos Alunos com Necessidades Educacionais Especiais do Centro Universitário UNINTER

Patrocínio: SESA – Secretaria de Estado da Saúde – Governo do Paraná.

Resultados do Seminário: Participação de 40 municípios do Paraná.

http://bronca-blogdobronca.blogspot.com.br/2014/09/seminario-reune-40-municcipios-em.html?spref=fb

Percepção: Da Motivação para Estimulação

A importância de incentivar a criança explorar o ambiente que se encontra, fazendo parte de estimulação para o aprendizado vinda da própria vontade e curiosidade dela, são os momentos de motivação e crescimento pessoal. Assim, o brincar com os instrumentos lúdicos e o contato com a natureza trazem o aperfeiçoamento significante na percepção em todos os sentidos.

O filme “A cor do paraíso” mostra a história do menino Mohammad, cego, que mora numa escola iraniana para crianças com deficiência visual. Num fragmento do filme, mostra o Mohammad socorrer um filhote de passarinho. Neste cenário, estão alguns elementos de percepção, que são adquiridos no desenvolvimento da criança por meio de exploração no ambiente e o contato com a natureza, resultando na conquista de sua autonomia. O menino recorre aos sentidos da audição e tato. Pela audição, ele consegue localizar o filhote de passarinho entre as folhas caídas no chão, e a direção do gato aproximando, que o espanta jogando uma pedra. Outro cenário está do menino subindo a árvore para procurar o ninho do passarinho, e escolhe galhos seguros para poder apoiar. Nesta parte, encontra-se o uso do tato para subir na árvore e do sistema háptico para deixar o passarinho dentro do ninho e acariciá-lo. Assim, envolvem-se vários fatores constituindo o sistema háptico (textura, som das folhas/galhos/piar do filhote e da mãe, o bicar dos passarinhos, etc.), e também o sentido da sinestesia (mistura dos sentidos).

Dentro dos fatores humanos e as limitações da pessoa com necessidades específicas “traduzem as necessidades de apoio, os quais não podem ser vistas de forma generalizadas, sendo o produto orientado para moldar-se ou adaptar-se adequadamente para o uso do usuário, não concebendo a ordem inversa do ser humano se adaptar ao produto”  (Okumura&Canciglieri Jr. “Engenharia Simultânea e Desenvolvimento Integrado de produto inclusivo“, Deutschland/Niemcy: NEA-OmniScritum GmbH, 2014.)

Tecnologia Assistiva na Engenharia: desenvolvimento de dispositivos de apoio para pessoas com necessidades específicas

No dia 28 de Julho de 2014 foi publicado o nosso livro “Engenharia Simultânea e Desenvolvimento de Produto Inclusivo” pela editora NEA – OmniScriptum da cidade de Saarbrücken na Alemanha. Os autores são Maria Lucia Miyake Okumura, M.Eng. e Osiris Canciglieri Junior, Ph.D. 

Resumo: Este livro aborda as especificidades das pessoas com limitação/deficiência física ou sensorial para delinear um projeto no Processo de Desenvolvimento Integrado de Produto e no ambiente da Engenharia Simultânea orientado para Tecnologia Assistiva. Assim, envolvem-se ferramentas e métodos como DFMA, Design Universal, Ergonomia, Usabilidade entre outros, cujos atributos estão intrínsecos no apoio ao usuário para realização de atividades, visando principalmente a sua autonomia e desenvolvimento, e contribuindo no plano da acessibilidade e inclusão social. A validação da proposta conceitual foi empregada nos estudos de casos múltiplos, compreendendo projetos de produtos inclusivos classificados quanto ao tipo de uso: personalizado (prótese craniana); individualizado (uso do QR-Code/ aparelho celular na acessibilidade); em grupo (esporte aquático); e em grupo na diversidade (ensino da disciplina de Física).

Mais informações na:

Amazon.com.br: http://www.amazon.com.br/Engenharia-Simultanea-Desenvolvimento-Integrado-Inclusivo/dp/3639684494/ref=sr_1_1?s=books&ie=UTF8&qid=1447717178&sr=1-1

Amazon.com:  http://www.amazon.com/dp/3639684494/ref=cm_sw_su_dp

Morebooks: http://www.morebooks.de/store/gb/book/engenharia-simult%C3%A2nea-e-desenvolvimento-integrado-de-produto-inclusivo/isbn/978-3-639-68449-0

 Alzheimer e família

Uma das visões conturbadoras vem dos casos de demência. Assim, quero abordar alguns aspectos desta patologia neste post, o qual Dr. Norton Sayeg argumenta que a demência leva “os indivíduos a terem dificuldade em identificar cores suaves e suas tonalidades” no texto sobre a visão na Comunicação e Alzheimer, cujo contexto recomendo-o para leitura.

O resultado do diagnóstico é importante para buscar a solução ou amenizar a situação de demência.
Segundo Dr. Ricardo Nitrini , “a demência é uma síndrome resultante do declínio progressivo da capacidade intelectual do indivíduo. Caracteriza-se pela perda da capacidade de memorizar, de resolver os problemas do dia a dia, o que interfere em seus relacionamentos e atividades sociais e profissionais” (in. http://drauziovarella.com.br/envelhecimento/demencias/).

Dr. Forlenza esclarece que “o indivíduo torna-se progressivamente incapaz de desempenhar atividades da vida diária (trabalho, lazer, vida social) e de cuidar de si mesmo (cuidar do próprio asseio pessoal, vestir-se, alimentar-se), passando a depender de um cuidador. Na doença avançada, observa-se a tríade afasia, apraxia e agnosia, caracterizada pela perda significativa da linguagem, da capacidade de desempenhar tarefas e de nomear pessoas e objetos. Alterações psíquicas e comportamentais, tais como psicose, alterações do humor e do sono, agitação psicomotora e agressividade, estão presentes em até 75% dos casos“.

 O estado de demência poderá ser decorrente de envelhecimento natural como  “demência senil” ou “demência vascular”, ou ainda, conforme o diagnóstico médico ou psicológico constatando o mal de  Alzheimer, corpos de Lewy, carência de vitaminas, descontrole hormonal, estress, ou mesmo casos de DST (como sífilis). Portanto, o diagnóstico precoce é importante, pois podem indicar casos de demência temporária. No entanto, no mal de Alzheimer, nem sempre percebe-se precocemente os sintomas iniciais, e as alterações das funções cognitivas são semelhantes ao processo natural de envelhecimento. Assim, segue abaixo um quadro constando sinais de alerta para patologia de Alzheimer e processo normal de envelhecimento, conforme o site de Alzheimerportugal (in. http://alzheimerportugal.org/pt/doenca-de-alzheimer):

Sinais de alerta

O que é normal no envelhecimento

-Esquecer-se de parte ou da totalidade de um acontecimento -Ter uma vaga lembrança de um acontecimento
-Progressivamente perder a capacidade de seguir indicações verbais ou escritas -Manter a capacidade de seguir indicações verbais ou escritas
-Progressivamente perder a capacidade de acompanhar a história de uma novela ou filme -Manter a capacidade de acompanhar a história de uma novela ou filme
-Esquecer-se progressivamente de informação que conhecia, como dados históricos ou político -Esquecer-se de nomes ou palavras, mas recordá-los posteriormente
-Perder progressivamente a capacidade de, autonomamente, se lavar, vestir ou alimentar -Manter a capacidade de se lavar, vestir, alimentar, apesar das dificuldades impostas pelas limitações físicas
-Progressivamente perder a capacidade de tomar decisões -Tomar uma decisão errada pontualmente
-Progressivamente perder a capacidade de gerir o seu orçamento -Cometer erros ocasionais, por exemplo a passar um cheque.
-Não saber em que data ou estação do ano está -Ficar confuso sobre o dia da semana em que se encontra, mas lembrar-se mais tarde
-Ter dificuldades em manter uma conversa, não conseguindo manter o raciocínio ou lembrar-se das palavras -Esquecer-se, às vezes, de qual a melhor palavra a usar
-Esquecer-se do local onde guardou um objeto e não ser capaz de fazer o processo mental retroativo para se lembrar -Perder alguma coisa de vez em quando, mas conseguir encontrá-la através do seu raciocínio lógico

 

Existem muitas pesquisas, mas a cura efetiva para mal de Alzheimer não existe ainda. Em alguns casos de diagnóstico precoce são receitados inibidores das colinesterases (I-ChE) para retardar os sintomas. Mas com o passar do tempo, deixa de surtir efeitos ou podem aparecer reações adversas, como complicações hepáticas. (* na Batyan foi ministrado o donepezil com acompanhamento do  médico geral e um neuropsiquiátrico).

Conforme os depoimentos encontrados em artigos e redes sociais, a degeneração total das diversas funções cognitivas da pessoa com o mal de Azheimer é progressiva e irreversível, e a melhor  forma de dar com isso depende da união dos familiares, de ter muita paciência para dar a  atenção e o apoio necessário, mesmo que este ato seja apagado em questões de minutos. Porém, o fato de ver um sorriso, ou da pessoa lembrar de alguma situação, ou reconhecer alguém da família, são pequenos momentos de alegrias, pois confirma que ainda existe alguma memória na pessoa.

Referências:
Norton Sayeg. Comunicação e Alzheimer, órgão do sentido: visão. Disponível em: <http://www.alzheimermed.com.br/convivendo-com-o-paciente/comunicacao-e-alzheimer&gt;. Acessado em 29 jun. 2014.
Forlenza, O.V. Tratamento farmacológico da doença de Alzheimer. Revista de Psiquiatria Clínica, v.32, n.3. Disponível em: <http://www.hcnet.usp.br/ipq/revista/vol32/n3/137.html&gt;. Acessado em 29 jun. 2014.
Drauzio Varella. Demência: entrevista com Ricardo Nitrini. Disponível em demencias>. Acessado em 29 jun. 2014
Alzheimer Portugal. Disponível em . Acessado em 29 jun. 2014.

Reflexão-1:

“Ouça, meu filho, a instrução de seu pai e não despreze o ensino de sua mãe. Eles serão um enfeite para a sua cabeça, um adorno para o seu pescoço”. Provérbios 1:8-9

Reflexão-2:  Carta para o Filho

O dia em que este velho já não for o mesmo, tenha paciência e me compreenda.
– Quando eu derramar comida sobre minha camisa e esquecer como amarrar meus sapatos, tenha paciência comigo e se lembre das horas que passei te ensinando a fazer as mesmas coisas.
– Se quando conversa comigo, repito e repito as mesmas palavras e sabes de sobra como termina, não me interrompas e me escute. Quando era pequeno, para que dormisse, tive que contar-lhe milhares de vezes a mesma estória até que fechasse os olhinhos.
 – Quando estivermos reunidos e, sem querer, fizer minhas necessidades, não fique com vergonha e compreenda que não tenho a culpo disto, pois já não as posso controlar. Pensa quantas vezes quando menino te ajudei e estive pacientemente a seu lado esperando que terminasse o que estava fazendo.
 – Não me reproves porque não queira tomar banho; não me chames a atenção por isto. Lembre-se dos momentos que te persegui e os mil pretextos que tive que inventar para tornar mais agradável o seu banho.
 – Quando me vejas inútil e ignorante na frente de todas as coisas tecnológicas que já não poderei entender, te suplico que me dê todo o tempo que seja necessário para não me machucar com o seu sorriso sarcástico.
Lembre-se que fui eu quem te ensinou tantas coisas.
Comer, se vestir e como enfrentar a vida tão bem com o faz, são produto de meu esforço e perseverança.
 – Quando em algum momento, enquanto conversamos, eu chegue a me esquecer do que estávamos falando, me dê todo o tempo que seja necessário até que eu me lembre, e se não posso fazê-lo não fique impaciente; talvez não fosse importante o que falava e a única coisa que queria era estar contigo e que me escutasse nesse momento.
 – Se alguma vez já não quero comer, não insistas. Sei quando posso e quando não devo.
 – Também compreenda que, com o tempo, já não tenho dentes para morder, nem gosto para sentir.
 – Quando minhas pernas falharem por estarem cansadas para andar, dá-me sua mão terna para me apoiar, como eu o fiz quando começou a caminhar com suas fracas perninhas.
 – Por último, quando algum dia me ouvir dizer que já não quero viver e só quero morrer, não te enfades. Algum dia entenderás que isto não tem a ver com seu carinho ou o quanto te amei.
Trate de compreender que já não vivo, senão que sobrevivo, e isto não é viver.
Sempre quis o melhor para você e preparei os caminhos que deve percorrer.
Então pense que com este passo que me adianto a dar, estarei construindo para você outra rota em outro tempo, porém sempre contigo.
Não se sinta triste, enojado ou impotente por me ver assim. Dá-me seu coração, compreenda-me e me apóie como o fiz quando começaste a viver.
Da mesma maneira que te acompanhei em seu caminho, te peço que me acompanhe para terminar o meu.
Dê-me amor e paciência, que te devolverei gratidão e sorrisos com o imenso amor que tenho por você.
Atenciosamente,
Papai e Mamãe
(*) À memória e lembrança de todos os pais do mundo

Nada por Mim, Sem Mim

Nothing about Me, without Me.
(Nada sobre mim, sem mim!)

Ouvi a frase “Nada sobre mim, sem mim” usada em uma das perguntas no CTI (Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer), no encontro “Manhã de Inovação”, que lembra muito a frase “Nada sem nós, sem nós”. Mais tarde, encontrei a frase em título de artigos e livros contextualizando assuntos da área de saúde e educação. Assim, quero direcionar a frase, também para abordagem de Inclusão/acessibilidade.

Contextualizando (Okumura, 2013): “NADA SOBRE MIM, SEM MIM” refere-se a participação da PcD (pessoa com deficiência), que é prioridade quando se trata de inclusão/acessibilidade, seja como agente ou beneficiário! e “NADA SOBRE NÓS, SEM NÓS”, vamos fazer acontecer sem burocracia.

Se oportunizarmos para engenharia com víes para Projetos e Desenvolvimento de Produtos inclusivos, a frase “Nada sobre mim, sem mim” encaixa-se perfeitamente na situação de projetar os produtos com a participação da PcD (pessoa com deficiência). Esta participação de PcD possibilita melhor embasamento, principalmente no levantamento das necessidades do usuário para compor em requisitos do produto e, também, na qualidade exigida (Okumura, 2012).

** Para Cidadania e Inclusão:  estão em identificar as qualidades do sujeito, e não colocar a característica da deficiência na frente. A identificação da qualidade e habilidade da pessoa é que conduz para a educação,  profissão que o indivíduo está pronto para assumir. Quanto a característica da deficiência, remete para tirar as barreiras, em providenciar as condições necessárias de acessibilidade para exercer atividade de cidadania (Okumura, 1ºSeminário de Tecnologia e Acessibilidade, IEP-Instituto de Engenharia do Paraná, Out/2013).

** Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato… Ou toca, ou não tocaClarice Lispector

I Seminário de Tecnologia e Acessibilidade – IEP

De 16 a 18 de outubro o Instituto de Engenharia do Paraná reúne especialistas para discutir perspectivas técnicas e soluções que melhorem a acessibilidade, inclusão e autonomia de pessoas com necessidades especiais.

O encontro também tem o objetivo de avaliar a situação nacional de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) no setor, bem como a produção e a comercialização de soluções em Tecnologia de Automação (TA).

Foto da platéia lotada: I Seminário de Tecnologia e Assibilidade (IEP)

(*) Estarei no evento com o tema e cases: “Elaboração de Produtos Sustentáveis e Inclusivos”

Aula de Qualificação

Aula de PCP para PcD

No dia 5/8/2013 foi a última aula do módulo de PCP (Planejamento e Controle da Produção) para uma turma muito especial, e também são funcionários de uma empresa da região. Esta turma é composta de 22 pessoas com deficiência (PcD). Estavam lá, pessoas com deficiência visual, deficiência auditiva, deficiência física e deficiência intelectual, que participaram do curso de qualificação oferecida pela empresa. Juntamente, estava presente em todas as aulas, uma intérprete de Libras, muito atenciosa, que me auxiliou para comunicar com os surdos.

No entanto, a minha surpresa foi que este pessoal é muito engajado e esforçado, em busca de melhorar a vida profissional, pois muitos deles frequentam outros cursos à noite, como de graduação ou ensino médio, e ainda têm outras atividades para complementar a renda familiar. 

Desenho do Delmar

Na despedida, recebi este desenho do aluno Delmar, que fica como lembrança e carinho da classe. (Descrição da imagem: o desenho feito a lápis numa folha de caderno. É um desenho de paisagem com flores, pato e seus filhotes no rio. Na parte superior, está escrito a frase “As belezas da natureza e os olhos de quem a admira são obras de ‘Deus'”, abaixo, está a assinatura do aluno e a data).

Enfim, a inclusão é isso, a integração de todos que favorece a todos.

Obrigada a todos, pela oportunidade, e, apesar de poucos dias, foi um grande prazer estar com vocês!!!

(*Okumura, M.L.M.) Aprendizado e experiência: para cada pessoa com deficiência apresenta uma característica diferente, mesmo categorizada no mesmo tipo, assim a visão distorce numa imensa complexidade para avaliar ou criar um método de pesquisa/ensino/trabalho. Mas, aproximando-se e explorando cada caso, percebo como é maravilhoso identificar as especificidades (detalhes), que estão inseridas em cada pessoa, e isto, tende a completar o constructos das avaliações e os métodos. Destarte, o contato e o relacionamento é o primeiro passo para elaborar o esboço informacional do projeto e… considerando as palavras do Miguel Arroyo, que “antes do ser aluno é com uma pessoa que estamos lhe dando” – Estarei melhor preparada para a próxima turma! (Jul 2013: mód.gestão industrial com 22 PcD DA/DF/DI/DV em uma única classe) Lumiy.

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