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Posts Tagged ‘bolo de chocolate’

Um processo com sensibilidade e emoção, supera qualquer dificuldade …

 Muitas vezes é mais fácil dizer um “não” ou “é difícil” para desistir das ideias que surgem sem qualquer elaboração subjetiva. Mas, tem casos que os desafios são verdadeiras oportunidades para aprender na prática, aplicar seus conhecimentos e superar as dificuldades, principalmente, por coincidência, eu havia recebido uma mensagem construtiva, cheio de conceitos de um amigo e Prof. Paulo Ross durante a semana, referente a uma outra abordagem e que coloca em atenção para este acontecimento – nada é por acaso! Desta vez, abordarei este assunto aprofundando um pouco mais nos detalhes.   Sou voluntária de uma instituição e a amiga Fer, resolveu derrepente, na sexta-feira, 05 de junho, fazer um bolo de chocolate com sete crianças da 3ª e 4ª série do ensino fundamental que freqüentam aulas de apoios para alunos com deficiência visual. Eu vivo num ambiente de planejamento, programação, processos, aplicação de melhorias contínuas (JIT), e isso parecia inconcebível, pois estavamos sem receita, sem ingredientes, sem ferramentas adequadas (batedeira, assadeira, etc), o forno nunca havia sido testado, e ainda, a Fer afirma que o bolo dela sai errado e eu só sei fazer bolo de caixinha. Contudo, por que não?..! Lá estávamos, na pequena cozinha em nove pessoas, sendo quatro com cegueira (dvt), quatro com baixa visão (dvb) e eu. Providenciamos os ingredientes, bacia, copo, colher, etc; tudo no improviso precário. Pedi para as crianças lavarem as mãos e a turminha dvb ficou de um lado da mesa, a minha frente e os dvt formaram fila ao meu lado. Começamos com os ovos, cada dvt colocou as mãos deles nas minhas para observar os meus movimentos e depois todos repetiam sozinhos. Para cada etapa, cada um executava uma função de colocar um ingrediente ou de bater a massa com o garfo. A massa do bolo ficou bem batida, cada criança batia um pouco para cada ingrediente colocado e neste caso, no início, eu segurava a mão dele para mostrar a forma de movimentar o garfo, conforme o ingrediente e a outra mão segurando a bacia. Para cada etapa, todos colocaram o dedo na massa para verem a quantidade e a consistência, onde sairam muitos comentários da sensação, do gosto, do cheiro, e outros. Quando a massa ficou pronta, o forno estava aquecido e esta foi a única parte que as crianças não participaram, de colocar e retirar a assadeira do forno. Enquanto o bolo assava, todos participaram na limpeza, pois tinha farinha, leite, chocolate,… em tudo e em todos. Enfim, ficou pronto e diria que nesse dia, todos os anjos da face da Terra estavam convocados para realizar esta missão, pois o bolo cresceu uniforme e macio. Conclusão: estava gostoso, foi o primeiro bolo da turminha, o melhor de todos e faltou bolo!                   

 “Quanto ao caso de relacionamento com pessoas e objetos, nós devemos deixar as pessoas acessarem algumas das dificuldades para tocarem a emoção, de o superar e o realizar, pois o processo importa mais que o resultado. (…)  é preciso dar autonomia total, mesmo que isso cause queda, respingos,  falhas, imperfeições, pois disso são feitos os acertos!” (ROSS, Paulo R. “Partes das frases do e-mail para Lumiy”, junho/2009).

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